quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Das pequenas coisas que incomodam mas vamos levando

até que tem o dia que a gente diz chega! Parece bobo, mas tem coisa que é assim, a gente vai levando, incomoda e não faz nada. Eu tinha isso com aqueles email marketing.

Bobagem né.

Eu entrava em algum site me cadastrava e ficava com meu nome lá. E sempre recebia email pois estava na lista. Quando me incomodava muito eu punha no lixo eletrônico. Acontece que o email continuava ali e eu era obrigada a limpar toda hora a lixeira. Quantas vezes não deletei email importante que tinha parado na lixeira simplesmente porque tinha todos os outros ali, incomodando.

Até que um dia, conversando com uma amiga, ela diz: mas você pode pedir para descadastrar, você sabe né? Eu sabia. O problema é que eu não tinha me dado conta que podia fazer isso.

Essa semana todo dia eu tenho que descadastrar algum email assim. Minha caixa tem ficado vazia e só com as informações que interessa. É libertador.

Aí eu fico pensando: quanta coisa a gente fica carregando, fica pensando, se incomodando com aquilo quando a solução é tão fácil. A gente sabe, mas faz nada para nos livrar do incômodo. Claro que tem coisa que é difícil solucionar, mas se parar para pensar tem coisa que é tão simples: às vezes é mudar de lugar um móvel que sempre fica no seu caminho, pedir para o vizinho fazer menos barulho ou simplesmente não ligar para aquilo.

E você, o que te incomoda? Já encontrou a solução para se livrar?

Ás vezes quando falta luz uma vela já soluciona nosso problema...

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Você já agradeceu hoje?

Essa semana estava pensando sobre o que escrever e nada me vinha à cabeça. Mas então, comecei a receber vários artigos e textos de blog sobre a gratidão. Até o blog Zen habits, que você pode ver aí ao lado fala sobre isso. Então eu fiquei pensando, por que não?

Quando era pequena, eu lembro que quando saía com os meus pais e às vezes via crianças vendendo balas no semáforo eu pensava como eu era sortuda por ter um teto, uma casa, pais, sabe? E acho que me sentia agradecida. Mas o tempo passa e acho que a gente fica um pouco endurecida pela vida e acaba esquecendo do que é importante.

Depois de muito tempo eu passei a praticar a gratidão. A ideia veio de uma queridíssima das danças circular, a Debora, que tem até um site falando sobre: http://www.umagradecimentopordia.com.br/

Lembro que era um momento bem difícil para mim e a Debora falava de fazer apenas um agradecimento por dia, por um ano. Então comecei. De cara, parece fácil, mas e os dias que você quer que o mundo exploda? Como fazer com dias em que só se vê coisas ruins na TV, no planeta e você se sente impotente por isso.

Eu acho difícil, mas à medida que o tempo passa, você começa a perceber que tem sim muita coisa a ser grato: estar vivo, ter um teto, ter família, ter amigos, fazer calor, fazer chuva, um sorriso de alguém inesperado, uma ligação de alguém que você menos esperava. E fica mais leve.

Pra mim funciona. E para você?
Para inspirar, aqui vai dois vídeos. Um de um monge beneditino que fala da importância da gratidão no dia a dia e outro que circula pelas redes de uma senhora que tem uma vida bem difícil, mas para ela é tudo tão bom, que você começa a rever os seus problemas.


PS.: Ontem fui dançar e nessa incrível coincidência que é a vida, fizemos a dança do agradecimento, coreografada pelo Bernardo Wosien. Foi lindo!

sábado, 14 de novembro de 2015

Como consumimos e por quê?

Como já escrevi, venho vivenciando essa história de vida simples, minimalismo, diminuir o consumo há um tempo. Como também estou trabalhando essa história de como lidar com o dinheiro (como você pode ler aqui), acabei por entrar no desafio 30 dias sem compras, do site de trocas Tem açúcar?
que começou dia 15/10 (falta portanto, mais uma dia para acabar). E então decidi dividir as minhas impressões e aflições.

Tudo começou bem, afinal estou em um momento de orçamento baixo e comprar realmente não tem sido um verbo muito presente na minha vida. Minhas compras estavam limitadas à comida, condução, coisas ligadas à higiene, se fossem necessárias, material para o artesanato (afinal agora trabalho como artesã) e algumas saídas para encontrar amigos. Tudo fácil não?

Logo, li uma matéria e fiquei interessada em ler os livros que a matéria citava. Contudo, lembrei do desafio e então vi que a biblioteca aqui perto de casa tinha os livros. Que sorte! Não precisei gastar e me mantive no desafio.

Porém à medida que o tempo passava, me pegava desejando coisas que realmente não preciso no momento: produtos para o cabelo feitos de forma artesanal, lingerie, alguns livros...tudo isso eu já tinha, para que eu precisava de mais?

Algumas coisas fizeram falta: preciso de um roteador, e tentei consegui algum pelo próprio site do Tem açúcar ou do freecycle, grupo que faço parte, sem sucesso. Continuo com o roteador antiguinho que funciona masomenos.

E então, semana passada, acabei cedendo: fui numa feiras de editoras independentes e acabei comprando uns livros, depois participei de uma feira e comprei umas bijus no brechó...que coisa, acabei dizendo para mim mesma que era algo artesanal e comércio justo, mas mesmo assim podia ter ficado sem né, agora o jeito é usar mesmo!

E então, essa semana infelizmente tive de ceder: meus sapatos foram pras cucuias, precisava de novos ou pelo menos algum que estivesse bom para uso. Vi então no site Enjoei, que vende coisas quase novas ou novas até, mas que as pessoas não querem mais e acabei comprando dois pares.

E esse foi o saldo do mês sem compras:
algumas tentações,
três livros,
um  bracelete
um par de brincos
dois pares de sapatos

O aprendizado:
Ainda me deixo influenciar pelas malas diretas, sites, pelo que as outras pessoas escrevem ou dizem.
Tenho certa compulsão por artigos de higiene (principalmente pra cabelo), lingerie e livros
Livros: sempre acabo tendo mais do que leio e preciso rever isso
Repensar consumo é um exercício diário.

E você, já ficou um tempo sem comprar nada?

Olivia

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Desperdício x consumismo e o que isso interfere na abundância

Esse final de semana tive a oportunidade de ver um filme incrível sobre o desperdício - chama O saber do desperdício (Taste the waste), uma produção canadense de 2011. O filme é impactante, mostra como são desperdiçados toneladas de alimento todo dia (sim você leu certo, todo dia), que não estão estragados e poderiam ser consumidos.

Eles mostram um cálculo ao final que falam que tudo o que é desperdiçado poderia alimentar toda a população mundial três vezes. Isso, vc leu certo. 7 bilhões de pessoas poderiam ser alimentadas e de novo e de novo em um ano (acho q o cálculo era de um ano). Eu acredito depois de ver um monte de alimento sendo jogado fora.

Mas aí fiquei pensando: o que tudo que desperdiçamos no dia a dia, além da comida: roupas, produtos, sapatos, trabalho, dinheiro, tempo, amor...

Vivemos em uma cultura que cultua a escassez, dizendo que na vida falta tudo, para que possamos comprar, comprar, comprar, e aí desperdiçamos tempo comprando, tempo que poderíamos estar com os amigos, com a família, ficando em paz ou apenas curtindo, sem fazer nada (porque também desperdiçamos muito tempo com coisas inúteis, se for parar para pensar).

Eu fiquei refletindo muito sobre isso. Estou em um desafio de ficar 30 dias sem comprar (conto mais no próximo post). Quando isso acontece você começa a ver quanta coisa você acha que precisa que simplesmente não precisa, é um desperdício. O que isso traz além de guardar dinheiro: muito mais tempo, mais consciência nas relações, mais momentos de reflexão, mais criatividade (alguns momentos você precisa ser criativo para não comprar), muito mais paz de espírito e por que não dizer saúde, já que o estresse diminui?

E você, já parou para pensar o quanto desperdiça no seu dia a dia?


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Sobre dinheiro

Esses dias foram tantas coisas que quando ia escrever, já tinha passado. Semana passada tinha pensado em um tema ótimo, mas aí o tempo passou...e o tema é outro!

Acontece que esses dias para mim dinheiro é um tema que tenho discutido bastante: seja a falta dele, seja como manter o ânimo apesar da falta, como fazer para ter mais prosperidade. Aí eu vi um vídeo ótimo, em um TED que aconteceu em Sampa (lembra das dicas do outro post, então..).

É uma palestra da Denise Damiani, em que ela discute por que é tão difícil falar em dinheiro, sendo que é algo que nós pensamos diariamente (o link está aqui https://youtu.be/ie34WahTAXc).

Realmente fiquei pensando: por que é tão tabu falar assim de dinheiro? Já perceberam que uma roda de amigos, quando alguém vai falar de salário, é muito raro falar de valores? Tenho uma amiga que fala: eu ganho x reais em tal trabalho, outro tantos com outro.

Confesso que no começo ficava chocada: como ela ousava falar quanto ela ganha?

Mas aos poucos percebi que era bobagem, e atualmente não me incomoda ela falar quanto ganha ou quanto está devendo no banco. Talvez ela seja a pessoa mais saudável financeiramente que conheço. Por que ela não tem medo de esconder, não acha que alguém vai roubar isso dela; ela trata dinheiro como se fosse...dinheiro!

E aí uma coisa foi puxando a outra, entrei para o desafio de ficar 30 dias sem comprar. Na verdade, sem comprar absolutamente nada é meio difícil, mas o desafio serve pra pensar no que você gasta? Dá para adquirir tal produto de outro modo que não seja comprando (emprestando, pedindo doação, trocando etc)?

E então, eis que dou de cara com um livro ótimo, chamado "Como de preocupar menos com dinheiro", do John Armstrong, que faz parte da série de livros do School of life. Emprestei na biblioteca (lembra que não estou comprando) e para mim é ótimo.

Com muito humor ele questiona como nos relacionamos com dinheiro, como muitas vezes o dinheiro significa outras coisas que não são dinheiro: um desejo de ter um relacionamento, ter uma vida confortável, felicidade, e como depositamos nele uma esperança e energia que não tem nada a ver com o dinheiro. Para se pensar e refletir.

Para mim está fazendo bem para e refletir como eu lido com o dinheiro. E você? Como lida com seu dinheiro? Já falou sobre dinheiro hoje?

Às vezes a gente não precisa muito. Pra mim, um dia de sol na praia já é um luxo!



Sobre a referência
Como se preocupar menos com dinheiro - John Armstrong. Objetiva, 2012 (em Sampa, tem em várias bibliotecas)



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

5 sites para você sair já crise!

(Spoiler: esse post é um tanto autoajuda. Você vai ficar meio entediado, caso sua vida esteja ótima - e eu realmente espero que esteja)

Peço desculpas pela ausência, mas fiquei enrolada com caixas e mudanças e arrumar casa nova... Você já está cansado de ler que eu estou em processo de mudança né? Isso acho que todo mundo já sabe. Mudanças são boas, porém nem sempre são fáceis. Há dias que você não quer nem levantar da cama e espera que te chamem apenas quando todos os problemas que parecem insolúveis acabarem. E o pior: você escolheu esse caminho, então ainda se culpa e pensa onde estava com a cabeça quando escolheu tudo isso.

Eu sei onde estava com a cabeça: estava em um emprego que por "n" motivos já não fazia mais sentido para mim. Prova disso foi quando eu decidi falar que não gostaria de entrar mais em nenhum projeto eu fiquei feliz. Quando eu penso nessa decisão eu ainda me sinto feliz. A essa decisão seguiram-se outras, desde onde morar até como eu quero minha vida daqui pra frente. Foi um tempo muito produtivo.

Estou tendo oportunidades de refazer a minha vida de maneiras que nem dá para descrever (muitas são tão internas que pareceria uma sessão de terapia). Mas as escolhas por vezes são seguidas de momentos de muita reflexão, muita indecisão, muita solidão. E até sobre isso você pode também escolher: ver só o lado ruim ou focar no que pode ser bom.

O que mudou a minha vida?

Acho um pouco forte escrever isso, porque ninguém muda a vida de ninguém, mas quando você está na pior, algumas ações podem mudar a nossa vida. Então estava eu, saindo de um trabalho, tentando me sustentar, procurando apartamento, estudando para em um futuro fazer uma mudança de carreira, vendo todo mundo ir pra praia e eu aqui, acordando todo dia com chuva e frio ou seja lá o que for...deu pra sentir né? Tinha dias que eu só queria ficar deitada chorando...

Mas sei lá, cada vez mais eu tenho certeza que há uma força que desconheço que nunca me deixa ficar mal muito tempo. E essa vontade de viver falou mais alto. Como eu não tinha um puto para viajar ou fazer um curso ou dar uma festa, eu fui atrás de algo que já estava à disposição: a internet.

Sim! 

Eu comecei a ir atrás de vídeos ou blogs que me levantassem o astral, que ao menos dessem algum alento à minha alma tão sofrida (põe musiquinha de fundo pra dar clima).

Então lá vai: os meus cinco sites que me ajudaram e me ajudam a sair da crise (alguns estão aqui do ladinho, só entrar). Três são em inglês, porque aproveitei para estudar um pouco também.

Unfancy
http://www.un-fancy.com/
Eu sei, é um blog de moda. Na verdade de não moda (não sei como traduziria isso), Mas o fato é que a autora me cativou. Ela é tão positiva e tão pra cima, que sei lá, virei fã (eu até gosto do jeito clean do site dela e me inspirou pro meu). Como eu estava no momento tô ferrada, esse primeiro impulso foi ótimo (eu tinha que me agarrar a algo!). Além do que ela me ajudou a organizar as minhas roupas e até comecei a usar as ideias de ter um guarda-roupa para cada estação no início da primavera.

Zen habits
http://zenhabits.net/
Sério, um cara que tem seis filhos, esposa, papagaio, periquito, trabalho e ainda corre maratonas e se dedica a uma vida simples, tem todo meu respeito. Sem falar que os textos dele são ótimos, sempre muito honestos e de uma simplicidade incrível. Semana assinei a newsletter dele e todo dia recebo um texto melhor que outro. Mais que recomendo.

Meditação hoponopono
https://www.youtube.com/watch?list=PLK5Uqi10_Hb0_7gziOIhMA2ZAK9m9GR1p&t=19&v=7V8dshQ037M
(não faz cara de nojinho, isso é sério)
Quem está naquele momento ó vida ó céus, pode acessar o vídeo e fazer por 21 dias a meditação. No começo é ridículo, mas depois dá uma calma que nem sei explicar. E, coincidência ou não, depois que comecei a fazer a meditação, as coisas andaram de modo muito mais rápido. Vale tentar né. O único risco que você corre é depois ficar pensando na musiquinha que toca.

TED talks
http://www.ted.com/
Quem nunca ouviu as palestras do TED? São curtinhas, são rapidinhas e eles ainda separam em tema, o que pode ser inspirador. A maioria tem legenda em português brasileiro, então não é desculpa!

Live your legend
http://liveyourlegend.net/
Esse cara eu vi em um TED (na seção tenha um trabalho que realmente valha a pena) e fui atrás. Depois descobri que ele morreu subindo o Kilimanjaro agora em setembro, ou seja, ele realmente viveu a lenda dele (que é o que significa o nome do projeto). É triste, se você focar só na morte dele. Eu prefiro focar na vida (afe, agora foi autoajuda mesmo!). Se você se inscreve você recebe várias ferramentas e textos para ajudar e tornar a sua vida uma lenda (está em inglês, mas se precisar de ajuda para traduzir, podemos conversar).

Bom, é isso. E você? O que faz para sair da crise (nacional, mundial ou pessoal)?

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Quando você percebe que pode viver por muito, muito menos

É mudanças... ainda não mudei, será segunda (mas quem está contando os dias?). Queria que fosse quinta (ontem) e estava correndo para isso.

Mas então algo mágico aconteceu: simplesmente não tinha ninguém disponível para esse dia. Eu parei e pensei: ok, então vou tentar segunda. E sabe quando ficou mais leve? Percebi que teria mais e não precisava correr tanto. Depois até encontrei quem poderia quinta, mas fiquei com a quinta mesmo.

O fato é que, com tudo isso, minha casa parece um depósito de caixas e sacolas. Só deixei para o fora o extremamento necessário. Mesmo. Aquilo que sabia que precisaria estes dias. E outra mágica aconteceu: percebi que na verdade tudo o que tenho pode ser reduzido a muito, muito menos, porque basicamente é isso que uso.

Ainda não sei o que vou fazer com essa informação. Estou refletindo. Algumas coisas sei que vou manter, porque são necessárias em outros momentos e estações do ano, mas vai servir na hora de guardar tudo novamente, na casa nova.

E você, já passou por isso? Já percebeu que muito do que você tem simplesmente não usa? O que fez para resolver isso?

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Das coisas que acumulamos

Então, mais uma vez estou de mudança. Após uma certa tristeza por pensar que vou sair daqui, que gosto tanto (apesar que o outro lugar é muito legal e vai ser perto de tudo que faço, então é ótimo), coloquei tudo que tinha que fazer e comecei a pensar em caixas, jornais, e o que empacotar.

É sempre aquele momento que você pensa: como eu posso ter tanta coisa? Eu lembro quando me mudei pra cá. Nunca tive muito, mas morava em um sobrado com 3 quartos e vim para um apê de 1 quarto...vocês imaginam o que eu não tinha né....foram umas duas semanas separando coisas que simplesmente eu ia doar.

Desde então, sempre e quando faço uma varredura na minha casa, tentando eliminar aquilo que está a mais, que eu sei que não vou usar....pensando bem, minha mudança começou em janeiro, com meus planos de conseguir uma bolsa para estudar no exterior.

Não consegui a bolsa, mas consegui mudar (cuidado com o que você pede!) e mesmo sem ter muito ainda me peguei com coisas que simplesmente estão aqui e eu quase nunca uso. Como o som e a vitrola que trouxe da casa dos meus pais (como não vou doar, apenas vi se eles vão querer ficar, não tenho coragem de desapegar disso assim), e os LPs...isso ocupa espaço! E eu ouvindo música do computador...perceberam que realmente não preciso né.

Pois então, muito tempo atrás quando minha mãe começou a estuda Feng Shui, li um livro (que, desculpem, não lembro o nome) que falava que o ideal era, quando mudasse, você tivesse apenas duas sacolas de lixo grande como "sobra". Fiquei feliz ao constatar que é mais ou menos isso mesmo que tenho. Quer dizer que realmente aproveito tudo que tenho.

Alguns livros serão vendidos, algumas coisas foram para reciclar, algumas roupas já foram doada, o som ainda não sei...agora só falta colocar tudo em malas e caixas, fazer mais umas coisinhas chatas como mudar a internet e encerrar a conta de luz, pegar as chaves do novo apê e partir pra mudança (mudar para mim sempre é bom, significa um recomeço, mesmo que seja na mesma cidade :-))

Que venham os bons ventos....
Caixas se acumulando...alguém também tem esse problema que a maioria das caixas é de livros?

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Sobre a perfeição


Eu adoro esse lambe-lambe. Ela fica na minha sala, me lembrando todo dia que tudo de que preciso é muito pouco. E ela tem um erro de gramática (uma vez revisor, sempre revisor....). Quando eu comprei o lambe-lambe, não me dei conta, pois não teria comprado se tivesse visto e possivelmente teria avisado a loja. Mas depois fiquei feliz, pois ela me lembra que a vida não é perfeita. E assim está bom. Isso é tudo. Não é lindo?

Como trabalho sempre com o perfeito e tenho anos de treino para achar o erro, fico feliz de ainda consegui apreciar algo sem encrencar com isso. Nem tudo é perfeito. Os livros contêm imperfeições, a nossa vida também.

Logo, terei de tirar esse lambe-lambe, pois estou de mudança. E como é papel, lógico que irá se desfazer e ir para a reciclagem. Mas tudo está bem, desde que tenhamos amor. E um gato (ou não).

Boa semana!
(foto tirada da parece da minha sala)

domingo, 6 de setembro de 2015

Das coisas que distraem

Essa semana foi tumultuada. Isso porque, como escrevi lá no começo (acho) estou passando por um período de mudanças. Mudar é bom, mas tem momento que pega, e essa semana pegou forte. Meditação, mantra, fazer chá, repetir frases inspiradoras, nada disso estava adiantando...Nessas horas você se sente um lixo, porque parece que tudo que você aprendeu não serve para nada. E ainda com um trabalho de pós para entregar, socorro!

Enfim, as coisas melhoraram com a terapia semanal, entreguei o trabalho, mas a postagem no blog foi pro saco (quem tem cabeça para isso?). Pensando agora, é meio engraçado escrever em um lugar sem saber se há alguém do outro lado lendo, mas enfim, cá estou. A lição para a semana é uma imagem que vi no Pinterest. Bom feriado!


domingo, 30 de agosto de 2015

Como tudo começou...

Desde que comecei a escrever o blog fiquei pensando em como todos esses interesses surgiram. Fico pensando qual foi o evento que deu o sinal de largada. Lembro de um tempo, muito tempo atrás, quando li um livro sobre alimentação que falava dos perigos da monocultura. Talvez alguma fagulha então já existisse ali.
No entanto, foi quando entrei em contato com o conceito de Simplicidade voluntária que as coisas começaram a fazer sentido. Talvez esse tenha sido o sinal. A simplicidade voluntária fala sobre viver com o essencial. Não tem a ver com aquelas pessoas que passam necessidade, pelo contrário, fala de pessoas que já chegaram a um ponto que não precisam batalhar para ter o que comer e, tendo suprido as necessidades básicas da humanidade, podem escolher o que é essencial para elas. Elas então, a partir disso, escolhem viver de modo mais simples, com menos: menos roupas, menos objetos, menos preocupações, menos apegos. Ao mesmo tempo, elas decidem viver com mais: mais amorosidade, mais liberdade, mais sinceridade, mais honestidade.
Não que o caminho seja fácil. Eu não acho. Como vivemos em uma sociedade que sempre pega o mais, mais, vira e mexe me pego tendo que novamente reduzir, seja pensamentos, o que escolho ver
na internet ou qual música ouvir, ou até mesmo quais arquivos no computador vou manter, ou quais livros realmente preciso ler. Visto que acompanho vários blogs que seguem essa linha, como se pode perceber, acho que dá para entender que essa revisão sempre se faz necessária.
A partir disso que fui descobrindo que outras coisas existiam, e acredito que é isso que guiou e ainda guia minhas escolhas, meu modo de encarar a espiritualidade e até mesmo como eu quero me alimentar.
Achou complexo? Simplifica e começa com a pergunta: O que é essencial para você? Talvez um novo mundo também se abra.

Dos livros
Da vida feliz - Sêneca
Walden ou A vida nos bosques - Henry David Thoureau
Simplicidade Voluntária - Duane Elgin
O poder do agora (não é sobre simplicidade, mas acredito que ajuda a centrar para perceber o que é essencial) - Eckhart Tolle

Vídeo
Tem uma reportagem antiga da tv globo, falando sobre pessoas no Brasil que escolheram pela simplicidade. Acho que é só jogar uma busca no youtube que acha fácil.
Tem também um cara que foi um dos primeiros a divulgar mais intensamento a Simplicidade voluntária no Brasil que é o Jorge Mello. O que mais gosto dele é que ele realmente segue o que prega, mostrando que é possível! https://www.youtube.com/watch?v=BjZ52Mlo9Fo



sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Da necessidade de união

Essa semana que passou fiquei pensando muito em como a união e a cooperação são importantes, em um mundo cada vez mais individual. Notícias ruins de violência, contra seres humanos e animais surgem todo semana e tudo isso me faz pensar que poderíamos mudar isso, mas estamos tão cegos para a realidade que qualquer impulso de mudança passe despercebido.

Mas aí essa semana tive a confirmação de que estou sim no caminho certo. Explico: saiu uma notícia de um atentado de violência horroroso contra uma moça no metro. Não vou falar sobre isso porque está em tudo quanto é lugar. Mas o que me deu esperança é que, no meio da confusão, uma outra mulher, que não tinha nada a ver com a história, se colocou no meio e ajudou a menina, ficando ao lado dela até alguém da família chegar. E pensei: isso faz parte de um círculo de mulheres.

Um círculo de mulheres é um grupo que se reúne com vários objetivos. Mas claro que há algo por trás. Quando nos reunimos, criamos um campo de confiança, criamos um círculo em que podemos ser nós mesmas sem sermos julgadas. Só sermos aceitas e respeitadas. Mas por que só de mulheres? Simplesmente porque por muito tempo fomos deixadas de lado e separadas, não tínhamos liberdade para isso, Homens se reúnem com certa frequência, para discutir seja lá o que for, mas porque nós não.

Claro que há uma intenção. Claro que, ao criarmos um campo de confiança, nos fortalecemos, melhoramos a nossa autoestima, nos questionamos e podemos até um dia, no metrô, auxiliar outra mulher, ajudá-la a sair de um momento de extrema violência simplesmente porque percebemos que podemos fazer isso.

Às vezes, quando as pessoas veem que frequento círculo de mulheres devem achar estranho ou exagerado mexer tanto com isso. Mas hoje, eu tenho uma ótima resposta: porque isso realmente pode mudar o mundo!

Sugiro para leitura os livros do post passado.
Sugestão de filme: A tenda vermelha (documentário). Acho que o nome é esse, se não for, alguém me avise!



sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Uma nova coreografia se faz necessária...


Semana passada terminei de reler o livro ótimo da Monica von Koss: Feminino + Masculino. Uma nova coreografia para a eterna dança das polaridades. Para mim, re-conhecer seu conteúdo fez todo o sentido. A primeira vez que li, foi quando iniciei no caminho das danças circulares (tema para outro post) e devo ter lido meio correndo, pois muitas coisas não lembrava...

Mas foi muito interessante, depois de um tempo poder retomar esse livro, ler com mais atenção, com mais consciência. Ao terminar de ler o livro, percebi que tudo já estava muito conectado desde o início. Foi através das danças circulares que soube da Unipaz, foi através das danças que me conectei ao movimento do feminino e feminista. E depois de vários anos, quando finalmente termino meu curso na Unipaz, trabalhando como voluntária lá, re-conectando meus estudos sobre o feminino que eu pego essa obra de novo. Não vou escrever tudo que está no livro, porque a Monica von Koss escreve melhor do que eu. Ela faz uma análise do feminino, desde o Tao, o Tantra, passando pela Idade Média, por Freud e por Jung, para finalmente escrever:

"Agir como mulheres e homens conscientes, independentes, autônomos, que se relacionam como iguais, apesar de diferentes, não significa abolir os sentimentos maternos/paternos ou filiais, mas exercê-los pelo tempo necessário e suficiente, sempre retornando ao lugar central de homem e mulher e se relacionando a partir dele. [...] Na opinião da analista junguiana Marion Woodman, 'homens e mulheres maduras da nova era estarão unidos menos pela atração dos opostos do que por sua partilhada humanidade', sem que isto neutralize a atração sexual entre eles.[...]
O princípio feminino vem para contrabalançar as características e valores do princípio masculino, trazendo a cooperação para equilibrar a competição; enfatiza o pensamento intuitivo com sua ênfase na experiência direta, sintética, em complementação ao pensamento racional, linear, analítico, fragmentado. [...]" (páginas 241 e 242).

Essa passagem me lembrou muito do Pierre Weil, um dos fundadores da Unipaz, que sempre falava da importância de trazer essa questão do feminino de volta, ou de aspectos relacionados ao feminino, que talvez isso estivesse relacionado com os atos de violência atuais. Também lembrei da Jean Shinoda Bolen, no ótimo livro O milionésimo círculo, que fala da importância de existirem círculos de mulheres e quando houver um número significativo deles, o milionésimo, uma mudança será feita na humanidade.

Assim colocado, tudo pode parecer desconectado e não relacionado, mas para mim faz todo sentido. Em uma sociedade cada vez mais separada da realidade natural e terrestre e desconectada do lado humano (as manchetes da semana falam por si), há sim uma necessidade de reconexão, de entender o que foi perdido e integrar, e respeitar, e aceitar, e entender que uma mudança se faz urgente já, pois o planeta grita por essa mudança.

"Quando formos capazes de encontrar a inteireza humana em nós mesmos e compreendermos que a essência do nosso ser é divina, seremos capazes de olhar para o outro, seja igual, seja diferente, e vê-lo da mesma maneira; poderemos ver todas as pessoas como inteiras, isto é, seres de luz, que refletem a divindade. Seremos capazes de ressacralizar nosso mundo, nossa vida, valorizando cada aspecto pelo que é, sem julgá-lo ou excluí-lo." (Moniva von Koss, página 243)

Interessante pensar que tudo se inicia novamente: escrever, ler o livro, pensar em um novo futuro. Realmente é uma dança, em um círculo que não termina.


Para quem interessar:
Monika von Koss. Feminino + Masculino. Uma nova coreografia para a eterna dança das polaridades. Ed. Escrituras (o meu é do ano de 2004).

Jean Shinoda Bolen. O milionésimo círculo. Como transformar a nós mesmas e ao mundo. Um guia para Círculos de Mulheres. Editora Triom.

Pierre Weil. A arte de viver a vida. Editora Vozes.

Conectado. Uma autobiografia sobre amor, morte e tecnologia. Ótimo documentário de 2011 (EUA) que tenta unir todos esses temas e também aborda o termo da desconexão como um problema para a humanidade.



quinta-feira, 6 de agosto de 2015

É tudo novo de novo...

Há muito tempo, comecei um blog. Depois de um tempo, faltava palavras sobre o que escrever e a vida levou para outros lados. Passei a cuidar mais dos textos dos outros que do meu. E o blog se desfez (ou melhor, eu me desfiz dele).
Muita coisa mudou desde então... quase casei, desisti, mudei de profissão, depois voltei, fiz várias viagens, para lugares distantes e dentro de mim mesma, me descobri, reinventei, fui morar em outra cidade, comecei a estudar novas velhas coisas. Me emocionei e aqui estou de novo, iniciando um novo caminho de novo.
E a vontade de escrever voltou. E aqui estou, para partilhar um pouco dos meus interesses e do que aprendi e do que venho aprendendo todos esses anos.
A proposta é escrever algo toda semana. Sem grandes pretensões. Partilhar um pouco do que sei e poder trocar a quem possa interessar (e se isso significar apenas palavras perdidas nesse mundo vasto da internet, então que assim seja.
E vamos recomeçar...